segunda-feira, 3 de março de 2014

COMO ENCONTRAR BONS PROFISSIONAIS

Vamos pensar em duas situações: idade e experiências anteriores.
Idade pode ser obstáculo à contratação?
Pense bem, os mais jovens possuem mais energia (cuidado, alguns sofrem do mal da preguiça e não querem muito trabalho), mas não têm experiência para resolver desafios, tomar as melhores decisões. Os mais velhos conhecem muitos caminhos, já erraram, já tomaram várias decisões e sabem quais são as melhores. Sem dúvida, seriam as melhores escolhas para os cargos de decisão, de direção, de administração. Os mais jovens podem ficar próximo deles e irão aprendendo aquilo que a universidade não ensina: o trabalho, na prática, na realidade.
Analisar currículos pelas experiências e resultados é a melhor forma de encontrar bons profissionais para áreas mais importantes na administração da empresa.
Quando se consulta referências dos profissionais, pode-se encontrar resultados ruins, como erros de ordem profissional e pessoal antigos, mas, se são antigos, não se deve eliminar um bom profissional por isso. Foi graças a esses erros que ele encontrou os melhores caminhos para não errar mais. Dar-lhes uma oportunidade pode trazer os casos de maior sucesso. Já encontrei casos assim. Pessoas que tinham falências, processos e que, em outras experiências eram os responsáveis pela recuperação das empresas onde foram contratados, os melhores negociadores, responsáveis por mudanças organizacionais importantes no sucesso da organização.
Pessoas que fazem seleções de cargos importantes na aministração das organizações devem pensar nestes aspectos também e escolher candidatos com resultados comprovados, mais experientes e que, mesmo tendo tido alguns problemas anteriores, já encontraram o caminho para o sucesso.
Aliás, todos merecem uma nova oportunidade, porque ninguém está livre de cometer erros, mas todos podem ser melhores depois deles, aprendendo com as própiras experiências.

A EDUCAÇÃO ESTÁ DOENTE

Assisti uma reportagem dizendo que estudantes universitários não sabem escrever corretamente e que, agora, a universidade tenta resolver ou minimizar este problema, já que erros de português eliminam candidatos na hora das contratações.
Onde está o problema?
A educação vem mudando, mas não está indo para um caminho dos melhores. Quem trabalha diretamente no processo, na sala de aula, sabe da realidade das escolas. O problema está maior do que parece. Os pais procuram a escola como um local para cuidar dos filhos, para eles fazerem o que precisam enquanto eles estão lá. Os pais e seus filhos não se preocupam muito com o que se ensina na escola, não há valorização do saber, apenas um interesse na aprovação (o que também se percebe por parte da Administração Pública) e na obtenção do papel que permitirá que o aluno continue seu processo educacional. Professores que exigem, que cobram mais, que percebem o despreparo do aluno para comtinuar tal processo, não conseguem interromper o que o sistema espera dele:aprovação do aluno. Há uma pressão grande por parte da administração escolar, dos pais e dos próprios alunos, para que nada seja obstáculo ao avanço do aluno. O resultado é isso que estamos vendo: profissionais que saem da escola e da universidade sem saber escrever direito, despreparados para o mercado e para resolver problemas. 
Outro dia, no Linkedin, vi uma pessoa escrever sobre a questão da idade atrapalhar a recolocação no mercado, ou a aceitação do profissional. Mas a pessoa em questão disse que um médico jovem, recém-formado, ao ser pergundado sobre que procedimento adotaria caso surgisse um paciente com tais sintomas, respondeu não saber o que fazer, ao contrário do mais experiente, mais velho, que, por já ter passado por essas experências, saberia o que fazer. Ainda quero citar os prédios que desmoronam, erros de enfermagem, erros medicos, reprovação na prova da OAB e percebe-se que algo está errado.
A educação não pode ir por um caminho onde apenas aprovar, a qualquer custo, seja o objetivo, porque os alunos continuarão a vê-la como algo que não tem utilidade prática, a não ser pelo diploma. Vamos pensar um pouco e diagnosticar e prescrever uma medicação eficiente para a educação?