segunda-feira, 3 de março de 2014

A EDUCAÇÃO ESTÁ DOENTE

Assisti uma reportagem dizendo que estudantes universitários não sabem escrever corretamente e que, agora, a universidade tenta resolver ou minimizar este problema, já que erros de português eliminam candidatos na hora das contratações.
Onde está o problema?
A educação vem mudando, mas não está indo para um caminho dos melhores. Quem trabalha diretamente no processo, na sala de aula, sabe da realidade das escolas. O problema está maior do que parece. Os pais procuram a escola como um local para cuidar dos filhos, para eles fazerem o que precisam enquanto eles estão lá. Os pais e seus filhos não se preocupam muito com o que se ensina na escola, não há valorização do saber, apenas um interesse na aprovação (o que também se percebe por parte da Administração Pública) e na obtenção do papel que permitirá que o aluno continue seu processo educacional. Professores que exigem, que cobram mais, que percebem o despreparo do aluno para comtinuar tal processo, não conseguem interromper o que o sistema espera dele:aprovação do aluno. Há uma pressão grande por parte da administração escolar, dos pais e dos próprios alunos, para que nada seja obstáculo ao avanço do aluno. O resultado é isso que estamos vendo: profissionais que saem da escola e da universidade sem saber escrever direito, despreparados para o mercado e para resolver problemas. 
Outro dia, no Linkedin, vi uma pessoa escrever sobre a questão da idade atrapalhar a recolocação no mercado, ou a aceitação do profissional. Mas a pessoa em questão disse que um médico jovem, recém-formado, ao ser pergundado sobre que procedimento adotaria caso surgisse um paciente com tais sintomas, respondeu não saber o que fazer, ao contrário do mais experiente, mais velho, que, por já ter passado por essas experências, saberia o que fazer. Ainda quero citar os prédios que desmoronam, erros de enfermagem, erros medicos, reprovação na prova da OAB e percebe-se que algo está errado.
A educação não pode ir por um caminho onde apenas aprovar, a qualquer custo, seja o objetivo, porque os alunos continuarão a vê-la como algo que não tem utilidade prática, a não ser pelo diploma. Vamos pensar um pouco e diagnosticar e prescrever uma medicação eficiente para a educação?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por participar do Educação, deixando aqui seu Comentário